"Quem sou eu? Não sei,não lembro"

Quero guardar,o que não guardaria por não mais lembrar.E aqui,sei que vai estar guardado para que me possa lembrar futuramente de quem eu fui,minhas emoções,gostos,experiências e evoluções.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Simples como qualquer palavra

Uma adimiração:
Palavra
Simples como qualquer palavra
Que eu já não precise falar.
Simples como qualquer palavra
Que de algum modo eu pude mostrar.

 
Palavra
Tenho que escolher a mais bonita
Para poder dizer coisas do coração
Da letra e de quem lê
Toda palavra escrita, rabiscada
Um joelho, guardanapo, chão
Ponto, pula linha, travessão
E a palavra vem
Pequena
Querendo se esconder no silêncio
Querendo se fazer de oração
Baixinha com altura da intenção,
Da segurança
Vírgula, parênteses, exclamação
Ponto, pula linha, travessão
E a palavra vem
Vem sozinha
Que a minha frase invento pra te convencer
Vem sozinha
Se o texto é curto, aumento pra te convencer.

 Simples como qualquer palavra.
 

Como qualquer palavra.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Não sou. Não posso. Lamento...


       

Por que não podemos coordenar nossos sentimentos? Eu perguntei.     
Seria tão mais fácil se tivéssemos nas mãos esse poder.
Seríamos felizes sentindo, amando quem pudéssemos escolher.
Mas é o amor que nos escolhe.
Não podemos escolhê-lo.
Se pudesse fazer de outro jeito, as coisas,a faria.
Somente se, eu fosse dona das coisas,dona do mundo.
Não sou. Não posso.
As vezes não entendo como ajo.
Não ajo como me entendo.
Quero o bem. Pra mim.Pra você.
O seu bem.
Consegue entender?!
Se pudesse escolher,me afogaria em lama
Ao invés de ver você assim,a sofrer.
Não posso,porém despertar a alegria na vida de alguém
Se a alegria não partir de mim também.
Assim,te deixo ir para que o amor o encontre...
E que te encontre,um outro amor.
Amor que não fui eu.
Amor que não sou eu.
Amor que vai ser seu!

   
   Juliana Lima

Eu não existo sem você


Eis aqui uma
partitura,
escrita por um
grande mestre
meu,Professor e amigo
Estevão Teixeira,
Melhor Flautista que
eu já se quer pude
ouvir e ter o privilégio
de receber as melhores
aulas de flauta que
alguém poderia
ousar a me oferecer.
Guardo hoje com
carinho,por uma
fotografia que tirei antes
de perdê-la pra alguém,que espero estar cuidando muito bem desta linda música em partitura.Ela era a minha original,e guardava
com muito zelo para não correr o risco de perdê-la,e perdi.Mas
já que perdi,ao menos pude guardar mesmo que em forma de
foto,e para não correr,novamente,o risco de perdê-la aqui quero
guardar,essa excelente música e letra dos grandes mestres da
Bossa Nova,Tom Jobim e Vinícius de Moraes.


 EU NÃO EXISTO SEM VOCÊ
"Eu sei e você sabe já que a vida quis assim,
Que nada neste mundo levará você de mim...
Eu sei e você sabe que a distância não existe,
Que todo grande amor só é bem grande se for triste,
Por isso meu amor não tenha medo de sofrer,
Pois todos os caminhos me encaminham a você...
Assim como o oceano só é belo com o luar;
Assim como a canção só tem razão se se cantar;
Assim como uma nuvem só acontece se chover;
Assim como o poeta só é grande se sofrer;
Assim como viver sem ter amor, não é viver;
Não há você sem mim, eu não existo sem você!"

"A menina que roubou meu livro"...



"A MENINA QUE ROUBOU MEU LIVRO.
Apesar desse ser um comentário mais antigo,
a postagem só foi feita agora. Aliás,nem tenho mais essa obra:
Certa vez uma menina sapeca a roubou de mim.
E então eu não as tenho mais. Menina e obra."


         "E não importa o quanto você luta contra as guerras,ou contra seus próprios problemas pessoais,certas coisas nunca mudam.Às vezes devemos deixar o lugar que amamos,ele pode não ser mais seguro." 


UM PEQUENO DETALHE:
A menina sapeca a quem 'ele' se referia,sou EU!

É isso mesmo.
Eu a 'roubei' dele.
A princípio,eu só havia pegado emprestado
sabendo que logo devolveria ao dono,assim que acabasse de ler.
Mas,fascinada com o livro e toda sua história,contada por um
narrador personagem diferente,não tive mais vontade de
devolvê-lo.

A menina que roubava livros,
foi o primeiro livro que li até chegar a última página. 
E como lembrança de minha primeira leitura de verdade,
não tive vontade de devolvê-lo ao dono.
Peço desculpas a ele por isso,mas não vou devolver mesmo!


E não devolvi até hoje,ainda está comigo,
não tendo a pretenção de devolvê-lo,vai ser sempre meu.

Não esquecendo de deixar uma citação
pertencente à essa obra,
julgo ser a mais importante e significante.
Uma realidade:

"Alguns apenas passam por sua vida,outros acompanham até que não lhes seja mais possível,outros estão mais perto do que parecem."





De 'A menina que roubava livros'.
Com carinho à lembrança.






A menina que roubava livros

"Primeiro,as cores.
     Depois,os humanos.
     Em geral,é assim que vejo as cores.
     Ou,pelo menos,é o que tento.
    
               * EIS UM PEQUENO FATO *
                     Você vai morrer.
                                          
     Com absoluta sinceridade,tento ser otimista a respeito de todo
esse assunto,embora a maioria das pessoas sinta-se impedida
de acreditar em mim,sejam quais forem meus protestos.
Por favor,confie em mim. Decididamente,eu sei ser animada,
sei ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os As.
Só não me peça para ser simpática.
Simpatia não tem nada a ver comigo
                                          
               * REAÇÃO AO FATO SUPRACITADO *
                           Isso preocupa você?
                        Insisto - não tenha medo.
                         Sou tudo,menos injusta.
                                 ....................

      O que me traz à minha colocação seguinte.
      São os humanos que sobram.
      Os sobreviventes.
      É para eles que não suporto olhar,embora ainda falhe em muitas
ocasiões. Procuro deliberadamente as cores para tirá-los da cabeça,
mas,vez por outra,sou testemunha dos que ficam para trás,
desintegrando-se no quebra cabeça do reconhecimento,do desespero
e da surpresa. Eles têm coração vazados. Têm pulmões esgotados.
      O que,por sua vez,me traz o assunto de que lhe estou falando
esta noite,ou esta manhã ou seja lá quais forem a hora e a cor.
É a história de um desses sobreviventes perpétuos-uma especialista
em ser deixada para trás.

      É só uma pequena história,na verdade,sobre,entre outras coisas:
* Uma menina
* Algumas palavras
* Um acordeonista
* Uns alemães fanáticos
* Um lutador judeu
* E uma porção de roubos

      Vi três vezes a menina que roubava livros.

               * UM ANÚNCIO TRANQÜLIZADOR *
   Por favor,mantenha a calma,apesar da ameaça anterior.
                               Sou só garganta...
                               Não sou violenta.
                               Não sou maldosa.
                               Sou um resultado."
                                  ..................




      Entre 1939 e 1943,Liesel Meminger encontrou a morte
três vezes.E saiu suficientemente viva das três ocasiões para
que a própria,de tão impressionada,decidisse nos contar sua
história,em "A menina que roubava livros".

      Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel,numa área
pobre de Molching,cidade próxima a Munique,ela precisou
achar formas de se convencer do sentido de sua existência.
      Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe,
a menina foi largada para sempre as cuidados de Hans e Rosa
Hubermann,um pintor desempregado e uma dona-de-casa
rabugenta. Ao entrar na casa nova,trazia escondido,na mala,
um livro, "O Manual do coveiro". Num momento de distração,
o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o
primeiro dos vários livros que Liesel roubaria ao longo dos
quatro anos seguintes. E foram esses livros que nortearam a
vida de Liesel naquele tempo,quando a Alemanha era
transformada diariamente pela querra,dando trabalho dobrado
à Morte. O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e
uma ocupação;a sede de conhecimento deu-lhe um propósito.

E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas,as destacou,
elas seriam,mais tarde,aplicadas ao contexto da sua própria
vida,sempre com a assitência de Hans,acordeonista amador e
amável,e Max Vanderburg,o judeu do porão,o amigo quase
invisível de quem ela prometera jamais falar. Há outros
personagens fundamentais na história de Liesel,como Rudy Steiner,
seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve.
E a mulher do prefeito,sua melhor amiga,que ela demorou a
perceber como tal.